A chegada da ditadura móvel

O mercado vive um momento de transformação, com vendas de tablets e smartphones acima da média mundial. Essa movimentação não passou despercebida no Estado, e permitiu a decolagem de negócios que souberam tomar carona nesse crescimento.

Alex Sandro da Silva, fundador da Lector. Troca de tecnologia para aderir aos tablets e smartphones.

Alex Sandro da Silva pode ser considerado um aficionado por interatividade à distância. De sua tese de mestrado, surgiu uma solução em telemedicina, na qual médicos poderiam compartilhar imagens radiológicas e conversar entre si. Desse sistema, originou-se uma plataforma de ensino à distância, com comunicação em áudio, vídeo e compartilhamento de arquivos. “Achei este mercado mais rápido e deixei a telemedicina em stand by”, detalha Alex.

A aposta deu certo. Hoje à frente da Lector Tecnologia, de Blumenau, ele faz parte de um grupo de empreendedores que acompanhou desde o começo a entrada em massa de tablets e smartphones no país. De acordo com o instituto de pesquisas IDC Brasil, a previsão é que seja registrada a venda de 2,5 milhões de aparelhos como iPad e Galaxy em 2012, ante os 800 mil do ano passado, número que deve chegar a 4 milhões em 2013. Para smartphones, o salto será de 9 milhões de unidades comercializadas em 2011 para 15 milhões até o final do ano.

Transição estratégica

O carro-chefe da Lector hoje é o Lector Live, responsável por 70% do faturamento. Trata-se de uma ferramenta de webconferência, que permite a interação de vários usuários ao mesmo tempo, compartilhando documentos, além de áudio e vídeo. “Também é possível realizar gravações dos eventos, com autonomia pra alterar e editar”, detalha Alex. A ferramenta é utilizada por companhias como a Senior Sistemas, também de Blumenau. De acordo com Alex, a Senior economiza cerca de R$ 3,5 milhões ao ano em treinamentos, em 50 mil utilizações, além de realizar reuniões com maior eficiência.

Mesmo com resultados positivos como esses, havia ainda algumas barreiras. O Lector Live rodava em Java, com vantagens como funcionar em todo tipo de plataforma. Porém, exigia a instalação de plugin e pouco funcionava em celulares. O problema foi contornado quando a empresa migrou para a tecnologia HTML 5, a qual permite maior velocidade e a utilização do Lector Live em tablets, computadores e smartphones sem que o usuário faça downloads. “Sequer foi necessário desenvolver versões para cada dispositivo. Tudo que você acessar no iPad terá também no iPhone”, afirma o empresário. Como consequências dessa troca, Alex cita outro cliente da empresa, o laboratório farmacêutico Roche. Todos os representantes comerciais da indústria utilizavam laptops, que estão sendo substituídos por tablets. “É questão de tempo para que essa postura seja adotada por outras companhias também”, prevê Alex.

Fonte: Revista Negócios e Empreendimentos

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