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Cabines com videoconferência são os consultórios médicos do futuro

O HealthSpot Station seria colocado em hospitais e estabelecimentos cotidianos.
on-line (Fonte da imagem: Reprodução/Dvice)

O consultório do dentista ainda é mais odiado, mas muita gente não gosta nem de passar perto de médicos ou hospitais para consultas que exigem um bom tempo na sala de espera. Mas e se você pudesse pedir um diagnóstico rápido ou apenas conversar com um profissional da saúde?

É essa a proposta da HealthSpot Station, uma cabine que serve como uma ligação direta entre paciente e médico. Dentro dela, é possível realizar videoconferências com profissionais da saúde e até fazer diagnósticos rápidos com o uso de aparelhos na cabine, desde estetoscópios (para medir batimentos cardíacos) até equipamentos mais específicos, para identificar lesões na pele. Após o uso, ela é esterilizada para receber o próximo paciente.

Do outro lado, o médico obtém as informações dos aparelhos e é capaz de formular um diagnóstico.  A ideia é que as cabines sejam colocadas em centros de atendimento médicos que costumam ficar cheios, em farmácias e até outros estabelecimentos não relacionados com a saúde, como supermercados.

Testes em Columbus, no estado norte-americano de Ohio, mostram que a cabine ajuda a otimizar consultas e pronto-atendimentos. Agora, em parceria com uma rede de produtos médicos, a fabricante vai enviar unidades para um hospital infantil em Miami.

Fonte: Tecmundo

 

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Medicina à distância deve se tornar tendência no futuro

A população mundial está envelhecendo e cada vez mais gente vai precisar de assistência médica. A conta não vai fechar se a medicina continuar a ser praticada em consultórios e hospitais. Mas o cenário deve mudar bastante.

A análise é de um grupo de especialistas da Ernst & Young, consultoria internacional que atende empresas interessadas em saber para onde vai caminhar o mercado da medicina. De acordo com o trabalho, uma parte importante da assistência médica no futuro será feita no que a Ernst & Young chamou de o “terceiro lugar” (os outros dois são o hospital e o consultório).

Esse terceiro lugar seria, por exemplo, a casa do paciente que tem doenças crônicas como diabetes, obesidade e problemas respiratórios – ou onde ele estiver.

Por isso, as principais inovações na área de saúde virão de tecnologias que permitam assistência remota, como aplicativos para tablets e para celulares que lembrem o horário de tomar um medicamento, por exemplo.

“Hoje, 75% dos custos de assistência médica vêm de doenças crônicas e número tende a aumentar. Esses pacientes não precisam estar no hospital, mas necessitam de acompanhamento”, explica Glen Giovannetti, um dos coordenadores do estudo. “É uma espécie de renovação da ideia do ‘médico da família’”, explica Patrick Flochel, da Ernst & Young. “Só que o médico ficará acessível por novas maneiras. Isso causará uma mudança de comportamento do médico e do paciente.”

VIDA REAL

De acordo com o médico Chao Lung Wen, professor de telemedicina da Faculdade de Medicina da USP, esse monitoramento remoto vai reforçar os vínculos do paciente com os profissionais de saúde, motivando-o a seguir os tratamentos prescritos.

O médico da USP está trabalhando em uma parceria com uma operadora de celular para lançar um serviço de “nuvem da saúde”. A ideia é que essa rede de informações médicas esteja acessível em diferentes níveis: um gratuito, com informações de utilidade pública sobre prevenção, vacinas e epidemias, e outros com acesso pago, com assuntos de interesse específico do usuário e participação em grupos de discussão com profissionais de saúde.

Fonte: Folha/Uol